Mercado

Sustentabilidade deixou de ser moda para virar necessidade

Sustentabilidade deixou de ser moda para virar necessidade

Para idealizador do Green Nation, companhias estão mais preocupadas com o meio ambiente. O evento de sustentabilidade acontece no parque do Ibirapuera, em São Paulo, até 31 de março.

 

Geógrafo de formação e cineasta de carreira, Marcos Didonet acompanha há algum tempo discussões e ações concretas em prol da sustentabilidade, causa que ele escolheu abraçar em sua trajetória. Diretor do Centro de Cultura, Informação e Meio Ambiente e organizador de sete edições do Green Nation, um dos grandes eventos brasileiros para conscientização sobre o tema, ele acredita que houve avanços significativos em como se trata o assunto no país.

Para ele, é possível dizer que a sustentabilidade deixou de ser apenas um discurso, e entrou de vez na prática das companhias. “Há dez anos, quando se tentava falar com as empresas, cada uma só queria saber do próprio negócio. Hoje, elas sabem da responsabilidade que possuem. A sustentabilidade deixou de ser uma moda bacana para se tornar uma necessidade das companhias”, diz Didonet.

Provas disso, diz ele, são atitudes como a da Ambev, que prometeu ter 100% de suas bebidas comercializadas em embalagens retornáveis ou feitas de material reciclado até 2025. A fabricante é uma das apoiadoras do evento, mas só foi aceita como tal por causa dos compromissos ambientais estabelecidos.

“Hoje, você nem é autorizado a exportar produtos se não tiver o ISO 14001 [normas de gestão ambiental]. E a consequência é que vemos o público geral indo mais atrás de artigos saudáveis para consumir”, diz Didonet, citando o selo que regulamenta sistemas de gestão ambiental dentro das empresas.

No Green Nation, que acontece no parque do Ibirapuera, em São Paulo, até 31 de março, várias ações são assinadas por grandes empresas que buscam se associar à sustentabilidade. Mas, o que marca mesmo o evento são as experiências que ensinam a importância da preservação ambiental de forma imersiva e/ou tecnológica.

A realidade virtual está em várias atrações, seja levando o visitante ao fundo do mar para alertar sobre as grandes quantidades de plásticos nos oceanos ou para voar de asa delta sobre as várias exuberâncias naturais do Brasil — das Cataratas do Iguaçu (PR) ao Rio Negro (PR).

Em outras instalações, um videogame que reconhece os movimentos do visitante simula a ida a um açude para buscar água com diversos obstáculos naturais, para sensibilizar o público sobre as condições de vida no semiárido.

São, ao todo, 13 atrações fixas, além de oficinas, palestras e mostras de cinema que acontecem ao longo do evento, que tem uma estimativa de 8 a 10 mil visitantes ao dia.

A intenção, segundo os organizadores, é conectar uma preocupação que envolve temas complexos aos métodos narrativos mais familiares para o público jovem e infanto-juvenil, que são os principais focos do evento — mais de 300 escolas levaram e levarão seus alunos ao Green Nation.

 

Fonte: Primeira Página com informações do site Época Negócios.

Redes Sociais