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Publicado em:
7
2/2018

Glitter biodegradável não polui ambiente e é seguro para população marinha

Versão que utiliza algas e minerais no lugar do plástico é opção mais ecológica para fantasias no Carnaval 2018

Toda aquela legião de unicórnios, sereias, piratas e super-heróis que invade as ruas durante os festejos de carnaval é, sem dúvida, um espetáculo lindo de se presenciar, colorindo bairros inteiros com sua alegria e fantasias. No entanto, você sabia que uma parte importante da ornamentação da festa pode ser altamente tóxica ao meio-ambiente, poluindo os oceanos e prejudicando a vida marinha?

Foi o que cientistas britânicos descobriram a respeito do glitter, um dos mais populares acessórios carnavalescos. Quando feito a partir de pequenas partículas de plástico, o brilho que adorna o corpo dos foliões tem o poder de, ao escorrer pelo ralo da pia ou do chuveiro, passar direto pelo sistema de filtragem do esgoto e ir parar em rios e mares.
O plástico, produto não biodegradável, é o maior poluente do oceano. Considerando-se que, no caso do glitter, as partículas são incrivelmente pequenas, o perigo é que elas sejam ingeridas pela fauna marinha, causando problemas de saúde e até mesmo a morte.

Ainda não há estudos específicos sobre os efeitos do glitter, mas ele já é, sem dúvida, um dos microplásticos contabilizados entre aqueles que poluem o oceano, ao lado, por exemplo, dos existentes em pastas de dente não biodegradáveis.

De todo modo, segundo o Centro de Águas Urbanas da Universidade de Washington, nunca é demais ser cuidadoso e evitar o uso de itens que degradem o meio ambiente. Com isso, uma boa opção são as versões de glitter orgânico e artesanal, produzidos a partir de algas e minerais, ao invés do microplástico.
Diversas empresas já vêm investindo neste tipo de produto, e disponibilizando-os aos foliões em prazo possível ainda para o Carnaval 2018. E aí, qual você escolhe?

Fonte: Primeira Página, com informações da BBC Brasil